Reforma Tributária para assessorias de investimentos: por que a discussão precisa começar pela margem

Michel Bueno
Michel Bueno

03 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

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A pergunta mais útil para uma assessoria não é apenas se a alíquota nominal vai subir ou cair.

É quanto da receita continuará se transformando em margem depois de considerar regime, composição das receitas, créditos, repasses e transição dos novos tributos.

O Guia da Reforma Tributária da Veritas organiza essa análise em torno de CBS, IBS, precificação, fluxo de caixa, compliance e planejamento tributário. A Receita Federal também confirma a implementação gradual da Reforma. Em 2026, o calendário técnico já avançou para a adaptação dos documentos fiscais: a NFS-e para prestação de serviços em geral passou a ter obrigatoriedade prevista a partir de 1º de outubro de 2026, conforme o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4.

A nova lógica é mais ampla do que uma troca de alíquota

CBS e IBS alteram a arquitetura da tributação sobre o consumo.

A empresa precisa rever documentos fiscais, créditos, sistemas e forma de projetar carga.

Serviços intensivos em pessoas exigem atenção

O material Veritas destaca que empresas com menos insumos creditáveis podem sentir pressão maior na carga efetiva.

Isso torna margem e estrutura de custos ainda mais importantes.

Modelo de receita influencia o impacto

Comissão, fee e receitas complementares podem ter dinâmicas diferentes.

A projeção precisa partir da composição real do faturamento.

Transição exige convivência entre regimes

O cronograma oficial prevê implementação gradual.

Durante esse período, controles precisam lidar com novas obrigações sem perder a leitura do sistema anterior.

Fluxo de caixa ganha relevância

Mudanças no recolhimento e no aproveitamento de créditos alteram timing financeiro.

Planejamento tributário precisa conversar com gestão de caixa.

Precificação deve ser revisada com dados

Não é recomendável repassar uma estimativa genérica ao cliente sem entender margem e estrutura.

Simulações por cenário ajudam a tomar decisão com mais qualidade.

O que isso significa para a empresa

A Reforma Tributária transforma tributação em tema de estratégia empresarial.

Para assessorias, o foco deve sair da pergunta “qual é a alíquota?” e avançar para “como a nova lógica afeta margem, caixa e modelo de receita?”.

Próximo passo

Baixe o Guia da Reforma Tributária para Assessorias e Consultorias de Investimentos e use o material como base para revisar cenários e decisões da sua empresa. Acesse o material: Reforma Tributária: Guia para Assessorias e Consultorias de Investimentos.

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Michel Bueno

Sobre o autor

Michel Bueno

Sócio Veritas Contabilidade | Head de Contabilidade | Tributarista

Economista e contador, lidera a frente contábil da Veritas com foco em tributação e Reforma Tributária aplicada ao mercado financeiro.

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