Benchimol: “Com o partnership, quem fica no topo da pirâmide são as pessoas mais alinhadas e mais competentes para o momento da empresa”

29 de setembro de 2025 · 3 min de leitura

Nos últimos anos, o modelo de Partnership tem ganhado destaque como uma estratégia eficiente para alinhar interesses, reter talentos e estruturar a sucessão em empresas de diferentes portes. Ao transformar colaboradores estratégicos em sócios, o escritório reconhece diretamente o valor de quem contribui para crescimento, captação de clientes e geração de receita.
Não à toa, Guilherme Benchimol, fundador da XP, resume a importância desse modelo ao afirmar: “Com o partnership, quem fica no topo da pirâmide são as pessoas mais alinhadas e mais competentes para o momento da empresa.”
Esse pensamento reforça a essência do Partnership: colocar no centro da gestão aqueles que realmente movem a empresa adiante, garantindo engajamento, continuidade e competitividade de longo prazo.
O que é o Partnership?
O Partnership permite que profissionais estratégicos se tornem sócios ao longo do tempo, reconhecendo o valor gerado por quem contribui diretamente com crescimento, captação de clientes e geração de receita.
Esse modelo oferece ao colaborador não apenas remuneração variável, mas também participação societária, alinhando esforços individuais com os objetivos de longo prazo da empresa.
Na prática, sócios costumam iniciar com pequenas quotas: por exemplo, 0,01% da sociedade, que vão aumentando à medida que atingem métricas e objetivos pré-estabelecidos. Isso transforma desempenho em patrimônio.
Vídeos Veritas
Assista sobre o tema
Por que adotar um Partnership?
Nem toda empresa precisa de um programa de Partnership, mas sua implementação pode ser decisiva quando há necessidades estratégicas, como:
Oferecer plano de carreira com visão de sociedade: Atrair e reter profissionais de alta performance exige uma trilha clara de evolução. A perspectiva de se tornar sócio é um diferencial competitivo no mercado de investimentos.
Reter e motivar profissionais estratégicos: Ao oferecer participação societária para quem traz resultados (base, receita, carteira), a empresa garante engajamento no longo prazo e reduz a rotatividade de talentos.
Planejar sucessões na liderança com previsibilidade: A formação de sócios possibilita transições estruturadas de liderança, sem rupturas que comprometam clientes, receitas ou relacionamentos com parceiros.
Como implementar um Partnership?
A implementação de um Partnership exige segurança jurídica e clareza na comunicação. Alguns pontos fundamentais:
Previsão no Acordo de Sócios: O programa deve estar previsto no acordo, centralizando assinaturas e regras, o que gera atratividade e segurança para quem entra na sociedade.
Materiais Veritas
Continue se aprofundando

FAQ para Consultores de Investimentos
34 respostas práticas para as principais dúvidas de Consultores CVM: estrutura societária, diretores, credenciamento, site, suitability, KYC, obrigações anuais, parceria com corretoras, remuneração e operação.
Ver material
FAQ: A Reforma do Imposto de Renda e o impacto no mercado de investimentos
Entenda como a Lei 15.270/2025 impacta lucros, dividendos e a remuneração de sócios de assessorias e consultorias de investimentos, com respostas práticas sobre tributação mínima, retenção na fonte, regra de transição e planejamento.
Ver materialFlexibilidade com estabilidade: O Acordo de Sócios deve trazer a possibilidade do Partnership, mas a política em si pode ser um anexo, permitindo ajustes sem comprometer a estabilidade do contrato principal. Assim, métricas podem ser adaptadas conforme os objetivos estratégicos.
Proteção trabalhista e societária: Um programa de Partnership não configura vínculo empregatício. Ele é reconhecido como um modelo de organização empresarial, prevenindo passivos trabalhistas que poderiam surgir em regimes de CLT.
Conclusão
Ao adotar o Partnership, a empresa garante que as pessoas no topo da pirâmide não apenas ocupem cargos de liderança, mas sejam as mais alinhadas, engajadas e competentes para o momento do negócio, como destacou Benchimol.
Mais do que uma tendência, o Partnership é um instrumento de crescimento sustentável, sucessão planejada e valorização de talentos estratégicos, que transforma profissionais em verdadeiros sócios do futuro.
A Veritas pode te ajudar a estruturar um programa de Partnership sólido, alinhado às necessidades do seu escritório e com segurança para sustentar o crescimento de longo prazo. Entre contato com um de nossos especialistas para saber mais ou baixe nosso eBook sobre Acordo de Sócios.
#partnership #governança #planejamentoestratégico #retençãodetalentos #gestãodepessoas #consultoriaempresarial #mercadofinanceiro #consultoriacvm #estruturasocietária #acordodesócios #benchimol

Sobre o autor
Yago Leitune
Co-Founder | CLO | Veritas
Atua em Governança Societária, partnership e estruturas entre sócios para empresas do mercado financeiro.
Veritas
Estruture sua operação no mercado de investimentos com segurança regulatória.
Falar com a VeritasMais lidos
- 01Quanto vale uma assessoria de investimentos? O que realmente entra no valuation
Valuation · 03 de outubro de 2026
- 02Informes de rendimentos e malha fina: por que contabilidade real deixou de ser opcional no partnership
Societário · 05 de março de 2026
- 03IA no backoffice: o que sua empresa de investimentos deve controlar antes de automatizar
Governança · 30 de setembro de 2026
- 04Consultorias devem pagar Taxa de Fiscalização até 10 de Maio desse mês
Consultor CVM · 08 de maio de 2026
- 05Itaú anuncia Consultor de Investimentos baseado em Inteligência Artificial
Consultor CVM · 02 de julho de 2025
Quem é a Veritas
A Veritas é especialista na estruturação de negócios do mercado de investimentos — assessorias, consultorias CVM e gestoras. Unimos direito, regulação e estratégia para que cada operação nasça segura e pronta para crescer.
Newsletter Veritas
Inteligência para quem decide.
Análises, tendências e movimentos do mercado de investimentos, direto no seu e-mail.
Leia também

Yago Leitune22/09/2025· 3 min de leituraThiago Nigro: “O erro mais caro da minha carreira foi não ter feito um bom acordo de acionistas.”
