Escala, governança e posicionamento: o que está por trás das metas de AUC e AUM

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19 de junho de 2026 · 3 min de leitura

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Escala, governança e posicionamento: o que está por trás das metas de AUC e AUM

Levantamento da Veritas mostra que as metas públicas de crescimento entre assessorias, consultorias, wealths e plataformas revelam diferentes estratégias de expansão no mercado financeiro brasileiro.

A nova corrida por AUC e AUM no mercado de investimentos não está acontecendo de uma única forma.

Ao mapear projeções públicas divulgadas em matérias e reportagens disponíveis na internet, a Veritas identificou que o setor vive, ao mesmo tempo, diferentes estratégias de crescimento.

De um lado, grandes escritórios e plataformas seguem buscando escala em ritmo acelerado. De outro, consultorias, wealths independentes e operações especializadas avançam por caminhos distintos, combinando marca, tecnologia, conteúdo, planejamento patrimonial e modelos de relacionamento mais personalizados.

Mais do que uma disputa por números, o movimento mostra uma mudança importante: crescer deixou de significar apenas captar mais recursos.

A próxima etapa do mercado tende a ser definida pela capacidade de combinar escala, governança, eficiência operacional, tecnologia e oferta patrimonial completa.

Grandes plataformas seguem mirando escala nacional

Entre os players com metas mais ambiciosas, casas como Monte Bravo e EQI Investimentos aparecem com projeções acima de R$ 180 bilhões em AUC/AUM.

Esse grupo reforça uma tese de crescimento baseada em presença nacional, formação de assessores, aumento de produtividade comercial e ampliação do ecossistema de soluções.

Nesses casos, a escala funciona como um vetor estratégico. Quanto maior a base, maior a capacidade de distribuição, fortalecimento de marca, expansão regional e diversificação de receitas.

A disputa pela marca de R$ 100 bilhões

Em outro bloco, casas como Fami Capital, Blue3 Investimentos, Portfel e SVN Investimentos miram a marca de R$ 100 bilhões, mas por caminhos diferentes.

A Fami parte de uma base já relevante e busca consolidar sua posição entre os maiores players do país.

A Blue3 e a SVN avançam em um movimento associado à consolidação, M&A, expansão geográfica e ganho de escala.

Já a Portfel chama atenção pelo salto projetado, saindo de uma base menor para uma meta agressiva de crescimento, o que reforça a força das consultorias e estruturas independentes dentro do novo ciclo do mercado.

Consultorias e wealths independentes ganham espaço

O movimento não se limita às assessorias tradicionais.

Consultorias e wealths independentes vêm ocupando espaço com propostas diferentes, baseadas em fee-based, multicustódia, conteúdo, tecnologia, planejamento patrimonial e maior independência na relação com o cliente.

Nesse grupo, cases como Clube do Valor, Suno Consultoria, Nord Wealth e Ticker Wealth mostram que a disputa por AUC também passa pela construção de marca, autoridade técnica, canais próprios de distribuição e modelos de relacionamento menos dependentes da lógica tradicional de comissão por produto.

Essa mudança indica que o investidor brasileiro está mais aberto a diferentes formatos de atendimento, desde que exista clareza na proposta de valor, confiança na relação e capacidade de entregar uma visão mais completa sobre o patrimônio.

Metodologia do levantamento

A metodologia do levantamento considerou informações públicas disponíveis em reportagens e matérias de mercado.

Foram reunidos dados como:

  • Base atual informada;

  • Meta projetada;

  • Ano-alvo;

  • Crescimento projetado;

  • Crescimento médio anual estimado.

  • Quando alguma informação não foi divulgada ou não permitia comparação direta, o dado foi indicado como N.I. ou N.C.

    Mais do que formar um ranking, a tabela ajuda a entender o momento estratégico do setor.

    Ela mostra quais casas estão mirando crescimento acelerado, quais modelos estão ganhando relevância e quais teses empresariais aparecem por trás das metas divulgadas ao mercado.

    O crescimento do setor entrou em uma nova fase

    O ponto central é que o crescimento do mercado de investimentos deixou de ser apenas uma corrida por captação.

    A próxima fase tende a ser definida pela capacidade de combinar escala, governança, tecnologia, oferta patrimonial completa e consistência operacional.

    Para assessorias, consultorias, gestoras e wealths independentes, a pergunta deixa de ser apenas “quanto queremos crescer?”.

    A pergunta passa a ser: qual modelo será capaz de sustentar esse crescimento com eficiência, governança e posicionamento claro?

    No novo ciclo do mercado financeiro, metas ambiciosas só terão valor se estiverem acompanhadas de estrutura, estratégia e capacidade real de execução.

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