Como as corretoras estão posicionadas com relação ao trading?

Aquisições recentes de EQI e Monte Bravo evidenciam uma transformação no mercado: corretoras ampliam seus ecossistemas para disputar não apenas os investimentos, mas toda a jornada financeira do cliente.

Anderson Timm
Anderson Timm

09 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

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Estratégias de EQI, Monte Bravo e XP para ampliar a atuação das corretoras no trading

Vocês já viram aqui no perfil dois movimentos que chamaram atenção recentemente: a EQI comprou a plataforma TC e a Monte Bravo incorporou a Elliot.

Separadamente, são operações relevantes. Mas, quando colocadas lado a lado, ajudam a enxergar um movimento maior no mercado.

Não vejo essas aquisições apenas como uma aposta em day trade.

Vejo como parte de uma disputa mais ampla pelo relacionamento financeiro do cliente.
Durante anos, boa parte do crescimento das grandes plataformas esteve concentrada em captação, assessoria e distribuição de investimentos. O trading traz uma dinâmica diferente: mais frequência de uso, mais transações e um perfil de cliente que nem sempre está próximo do modelo tradicional de assessoria.

E há diferentes formas de capturar esse mercado.

A XP Inc. construiu esse posicionamento com a Clear, uma marca direcionada especificamente ao trader. A Monte Bravo escolheu incorporar uma operação pronta e manter a Elliot como unidade especializada. Já a EQI INVESTIMENTOS adquiriu, junto com a TC, tecnologia e uma comunidade já formada em torno da renda variável.

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Para mim, é aqui que está o ponto mais interessante.

As corretoras estão ampliando seus ecossistemas para atender perfis e momentos diferentes do mesmo investidor. Wealth, assessoria, produtos bancários, crédito, internacional e, agora com mais evidência em alguns grupos, trading.
Isso também amplia as possibilidades de receita e reduz a dependência de uma única jornada de relacionamento.

Mas não basta adicionar uma plataforma de negociação ao portfólio. Trading tem dinâmica, tecnologia, atendimento, gestão de risco e cultura de produto próprias.

Talvez por isso seja tão relevante observar que alguns grupos estão preferindo adquirir estruturas especializadas, em vez de construir essa vertical do zero.

EQI e Monte Bravo são movimentos recentes, mas a discussão é maior: as corretoras estão deixando de disputar apenas os investimentos do cliente para disputar cada vez mais toda a sua atividade financeira.

Anderson Timm

Sobre o autor

Anderson Timm

Fundador e CEO da Veritas

Fundador e CEO da Veritas, acompanha estratégia, M&A, valuation e wealth management no mercado de investimentos.

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