A disputa entre corretoras brasileiras pelo patrimônio global do cliente

Corretoras brasileiras ampliam suas operações internacionais e intensificam a disputa pelo relacionamento com investidores, em um mercado cada vez mais orientado à gestão global do patrimônio.

Anderson Timm
Anderson Timm

09 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

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A disputa entre as corretoras brasileiras está avançando (há algum tempo) para uma nova fronteira: o patrimônio global do cliente.

Nos últimos meses, diferentes casas vêm adotando estratégias próprias para ampliar sua presença internacional, seja por meio de estruturas no exterior, integração com plataformas globais, novas prateleiras de investimentos ou parcerias com gestores internacionais.

Um movimento que acompanho com atenção é o da Ágora Investimentos , cliente da Veritas, que conecta sua operação no Brasil à estrutura do Bradesco Invest US, ampliando o acesso dos investidores a soluções internacionais e a uma lógica de diversificação patrimonial cada vez mais global.

Mas ela não está sozinha.

O BTG Pactual avançou na distribuição internacional em parceria com a Allianz Global Investors.

A XP Inc. vem integrando suas estruturas de Wealth no Brasil e no exterior.

O Inter amplia sua plataforma global com fundos e ETFs internacionais.

Itaú Unibanco e Avenue seguem aprofundando a integração entre banco brasileiro e infraestrutura de investimentos nos Estados Unidos.

EQI INVESTIMENTOS e Monte Bravo também vêm incorporando a internacionalização às suas estratégias de wealth e gestão patrimonial.

Os modelos são diferentes, mas apontam para uma mesma direção.

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A internacionalização tem se tornando parte da disputa por quem será a principal instituição financeira do cliente. Durante muito tempo, a competição esteve concentrada em AUC, número de assessores e participação na carteira doméstica.

Agora surge a questão - quem continuará no centro da relação quando uma parcela cada vez maior do patrimônio do cliente estiver fora do Brasil?

Na minha visão, esse movimento deve exigir cada vez mais das assessorias uma atuação que vá além da distribuição de investimentos.

Alocação global, câmbio, estruturas internacionais, sucessão e visão consolidada de patrimônio tendem a ocupar mais espaço na relação com clientes de alta renda.

Anderson Timm

Sobre o autor

Anderson Timm

Fundador e CEO da Veritas

Fundador e CEO da Veritas, acompanha estratégia, M&A, valuation e wealth management no mercado de investimentos.

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